quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A prosperidade do Cristo em nós

No meio da crise, da ausência, da carência, do medo, da insegurança, Ele enchia os lagares com os vinhos mais finos, multiplicava pães e peixes com fartura, mandava Pedro pescar peixes e da boca deles extrair moedas; não invejava as coisas de César porque possuía as riquezas de Deus.

 Dizia aos homens: "Não vos preocupeis com o amanhã, vivam o hoje com confiança, porque assim como Deus cuida dos lírios do campo e dos pássaros do céu também com maior razão cuida de vós". 

Ele curava e distribuía com abundância saúde, luz, compreensão, perdão, paz e vida. Ele é o milionário de Nazaré, o dono da fortuna do Pai. 

Feliz Natal e que a força da prosperidade do Menino Deus expanda em nossos lares e em nossos corações!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Presente está a filosofia

Desde muito jovem interesso-me por filosofia. 

Fui professor de Filosofia. 

Filosofia é uma palavra de origem grega e significa "amor à sabedoria" - neste sentido considero-me um filósofo, pois amo o saber, amo aprender, amo buscar o sentido profundo das coisas da vida. 

Na oratória, presente está a filosofia; no direito, presente está a filosofia; na advocacia, presente está a filosofia; no júri, presente está a filosofia; na liderança, presente está a filosofia; na espiritualidade, presente está a filosofia. 

A filosofia não é algo divorciado da vida. A filosofia ensina a viver com mais consciência, com mais sabedoria, nos tornando livre-pensadores e senhores de nós mesmos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Tributo aos criminalistas

Mês do criminalista.

Sou um deles por vocação. Não santifico o réu, não romantizo a vítima, atenho-me a objetividade dos fatos. Minha oratória é prática, e é dentro desta praticidade que me permito filosofar. 

Reverencio a ciência, a prova, a razão, a demonstração, a lógica, a sobriedade, a imparcialidade e o silêncio do pensar. 

Sou concreto, e é dentro desta concreticidade que me permito abstrair. 

Direito não é só o texto, direito é também o contexto; direito é dialética, direito é humanismo; nada de bitola, de dogmatismo, de estreiteza, de mente rasa, de mesquinhez e negatividade na sua interpretação, na sua valoração, na sua aplicação. 

No tribunal não sou mais do que o juiz ou do que o promotor, porém não consinto que me tornem menos. 

Gosto de ganhar, não gosto de perder júri, por isso escolho minhas causas - mas as minhas maiores lições brotaram do parto das derrotas.

 Minha inspiração continua sendo os sofistas do mundo antigo, os grandes homens e advogados da Grécia, de Roma, da Índia, da França, dos EUA, do Brasil, de todos os tempos e lugares. 

Sem ética e meditação, isso tudo é nada! Críticas e pedradas? Naturais! Valor do criminalista? Sabe aquele que precisa de um! 

Quando convicto da minha verdade, é a ela que eu sirvo. Não atuo para agradar opinião pública, autoridades ou políticos. Diplomacia, sim! Covardia e subserviência, não! Esta não é uma profissão acolhedora para os medrosos e covardes.

Quis chegar e cheguei

E chegamos, assim, exitosamente, à conclusão de nosso projeto: o I Ciclo de Palestras Sanderson Moura de Oratória. Posso dizer como disse Demóstenes, orador grego: "Trabalhei e lutei com firmeza, quis chegar e cheguei".

 Foram cinco palestras com o objetivo de ensinar a arte de falar bem; um projeto pioneiro no Acre. Recebi apoio: as pessoas depositaram confiança e credibilidade no meu trabalho. Gratidão a todos que participaram das palestras.

A 1ª palestra foi em agosto com o tema História da Oratória na Grécia, Roma, Índia, China e Israel; a 2ª palestra foi em setembro com o tema Superando o Medo de Falar em Público; a 3ª palestra foi em outubro com o tema Dicas de Português, Exercícios de Dicção, Voz, Gestos e Posturas para Falar Bem; A 4ª palestra foi em novembro com o tema As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente; e a 5ª palestra, em dezembro, com o tema Estratégias Argumentativas. Ano que vem tem mais! 

 A boa fama do evento continua a repercutir em todos os setores da sociedade acreana: no campo forense, no campo empresarial, no campo político e no campo religioso.

"O grande orador desperta grandes inshigts e seus ouvintes", diz Napoleon Hill. Meu objetivo é este, ser um orador cada dia mais qualificado, despertando nos meus ouvintes o que há de melhor em termos de cultura, elegância, sofisticação e capacidade retórica. 

Pessoas difíceis

As pessoas mais difíceis de se conviver são aquelas em que a responsabilidade pelo o que lhes acontece, dentro e fora de si, é sempre dos outros, das circunstâncias, ou de quem quer que seja, menos delas mesmas.

Sobre pobres que são ricos e ricos que são pobres

De que adianta ter muito dinheiro e viver como pobre?

Pobre nos sentimentos, pobre nos julgamentos, pobre nos pensamentos, pobre na maneira de falar, pobre nas atitudes, pobre na forma como compartilha o que tem, pobre na sua visão de mundo, de pessoas, de Deus.

 Conheço pobres que são ricos e conheço ricos que são pobres: prefiro a companhia dos primeiros.

Dia da Justiça e a meditação da balança

Hoje é Dia da Justiça. 

Em vez de refletir como anda a Justiça no Poder Judiciário, resolvi praticar uma antiga meditação ensinada pelo sábio Lao Tsé, a Meditação da Balança, pra ver como anda a distribuição da justiça dentro de mim mesmo. 

Imagino, então, uma balança na minha mente. 

Há equilíbrio dos pratos em minhas emoções, em meus pensamentos? Em meus critérios de justiça, há razoabilidade, há proporcionalidade? Estão justos os meus pesos e as minhas medidas? E o fiel da balança está firme e centralizado na serenidade, na imparcialidade e no amor?

Como preciso ainda ser mais justo e vigilante, mais salomônico, pra poder combater as injustiças do mundo! A todo momento é preciso estar ajustando essa balança interior.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Eterna vigilância

Thomas Jefferson, advogado e ex-presidente dos EUA, dizia: "O preço da liberdade é a eterna vigilância". 

Isso vale também para a boa forma do corpo; isso vale também para o equilíbrio da mente; isso vale também para o cultivo de relacionamentos sadios.

O preço de tudo isso é a eterna vigilância.

Sabedoria da incerteza

É sempre promissor o futuro de quem vive positivamente. 

Mas uma coisa sempre permanecerá misteriosa: o que nos reserva o dia de amanhã, apesar de nossos planos. 

Sobre processos, sombras e sonhos

Um linda cortesã egípcia certo dia levou um jovem e rico grego ao tribunal porque este desmarcou com ela um encontro amoroso que se daria em troca de elevados favores materiais. 

Na noite que antecedeu ao encontro, o jovem teve um sonho sexual tão real com a bela cortesã que ficou satisfeito, desmarcando assim o compromisso ao explicar-lhe a razão. No tribunal, a cortesã alegava que foi com a imagem dela que ele conseguiu se satisfazer em seus sonhos. 

O juiz então pediu ao jovem que trouxesse para a audiência a quantia a ela oferecida. No recinto do tribunal, o juiz posicionou a mulher num lugar e o jovem num outro lugar, de maneira que qualquer gesto que o jovem fazia refletia a sombra na cortesã. Então, o juiz pediu que ele entregasse o dinheiro fazendo um gesto com sua mão, de modo que a sombra desse gesto chegasse até a mão da cortesã, que por ordem do juiz, estava aberta para receber. 

A cortesã achou muito irreal a sentença do juiz que deu a ela ganho de causa mas pagando-a com a sombra do dinheiro, com o mesmo material da qual é feito os sonhos. 

A vida nos tribunais está cheia de tudo isso, sonhos, sombras, ficções, querelas imaginárias. (História baseada no livro 100 Lições Para Viver Melhor, de Cláudio Moreno).

Ninguém sabe qual será a próxima cena

Creso era o rei poderoso da Lídia. Certo dia chamou ao seu reino, vindo da Grécia, o sábio Sólon, e a este perguntou: "Vê como sou poderoso e feliz, Sólon?". "Não sei, a vida é cheia de surpresa, não sabemos da próxima cena", disse Sólon. Creso, achando o sábio muito grosseiro, o expulsou de seu reinado. 

Passou-se um tempo e a Lídia foi invadida pelos persas, e Creso foi condenado a morrer queimado. Quando as chamas estavam perto de consumi-lo, lembrou-se das palavras de Sólon: "A vida é cheia de surpresa, não sabemos qual será a próxima cena". 

É bom para aqueles que se acham mais do que os outros se lembrar de vez em quando desta história.

Por um novo renascimento

Mais uma vez precisaremos retornar ao século V a.C, à Grécia Antiga, A Era de Ouro da Humanidade, e resgatar da fonte ocidental - e revivê-los e reinventá-los - os valores universais da ética, do bom governo, da democracia, da política, da arte, do pensamento, do direito e da oratória, se quisermos salvar o Brasil e o mundo do neomedievalismo, da irracionalidade, do desgoverno e da corrupção.

É tempo de um Novo Renascimento! Os gregos tinham uma palavra genial para isso, Kairós - é o momento oportuno e crucial, o instante propício, o tempo certo, o ápice que conduz às novas transformações. Uma nova era dourada será o parto deste trevoso caos!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Justiça: um mistério paradoxal

Observando como a justiça acontece nos tribunais, nos júris, no dia a dia, percebo um paradoxo: que mesmo em meio a confusão mental de quem julga, que mesmo em meio a irritabilidade, a falta de compromisso, o despreparo, a parcialidade, o pouco caso de quem julga, a justiça muitas vezes se realiza como se houvesse um fio invisível a tecê-la em meio ao caos.

Ao mesmo tempo, contrariando o que dito antes,  que para ser justo é preciso ter uma mente ordenada, calma, serena, ponderada, racional. Talvez a justiça seja uma combinação misteriosa de tudo isso, para além de nossa apreensão do certo e do errado, do justo e do injusto. 

Tem verdade o dito popular que diz que "Deus escreve certo por linhas tortas"; aparentemente tortas, que são certas. O mundo é injusto ao mesmo tempo que tudo está dentro de uma justa ordem. São os meus paradoxos - e dizem que as verdades são paradoxais!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Na crise, leituras inspiracionais!

Na crise, uma das umas melhores maneiras de cruzá-la é alimentando nosso espírito com leituras inspiracionais. 

Por esses dias adquiri este raro e precioso livro, Sucesso e Riqueza pela Persuasão,  de Napoleon Hill, um dos pensadores que tem uma boa influência no meu jeito de ver a vida. 

"As únicas limitações são aquelas que impomos em nossa própria mente", diz o referido pensador.

Pedinte sincero

Já alguns dias um rapaz saudável pede esmola numa determinada esquina de Rio Branco.

Não tenho dado, devido a aparente saúde física e mental dele. 

Mas hoje, ao vê-lo, dialoguei comigo mesmo: "Mas rapaz, esse cara pelo menos está sendo sincero, não está fingindo que é doido ou aleijado para enganar as pessoas". 

E resolvi abrir a mão! 

Manual de Persuasão do FBI

Todas essas artimanhas da arte da persuasão caem por terra e perdem o valor quando se conhece o poder de uma oratória ética, sincera, filha da verdade. 

Os fariseus eram grandes oradores e usaram de todas as artimanhas para pegar Jesus. Mas Jesus era capaz de vê-los por dentro e de desmontá-los. 

"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". 

"Quem não tem pecado atire a primeira pedra".

"O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado".

Então, sejamos todos gratos

Minha inclinação mental é esperar sempre o melhor, mas quando as coisas não saem como eu esperava procuro ver o melhor no que me aconteceu. 

Buda ensinava: "Levantemos para o dia e sejamos gratos. Porque se nós não aprendemos muito, pelo menos aprendemos um pouco, e se não aprendemos um pouco, pelo menos nós não ficamos doentes, e se ficamos doentes, pelo menos não morremos. Então, sejamos todos gratos".

 Inicio esta semana esperando sempre o melhor e vendo o melhor no que me acontece, cultivando a gratidão no meu coração porque gratidão traz prosperidade; gratidão é riqueza, reclamação é pobreza.

Meditando escondido

Conta Thich  Nhat Hanh, monge zen, no seu pequeno e precioso preciso livro, A Arte de Sentar, que durante a guerra do Vietnã uma monja amiga sua foi presa; na prisão todo dia ela meditava, e aquilo incomodava os guardas que tomavam a atitude dela como deboche diante da situação que ela vivia. Para salvar a sua integridade ela meditava escondido, a noite, quando os guardas iam dormir.


Tantas lições numa pequena história! Meditar, se acalmar, sentar, parar um pouco a pressa nos momentos de dificuldades. 

E isso às vezes incomoda as pessoas que acham que quem faz isso não está nem aí pras coisas que acontecem, que é um apático; mas nem imagina o desavisado que uma pessoa calma, mesmo sem a ruidosa agitação do afobado, é aquela que mais contribui para que os agitados ao seu redor atravessem os temporais da vida.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente


As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente, momentos de alegria e de enriquecimento para todos nós.

I - Conhecimento

II - Naturalidade

III- Criatividade

IV - Personalidade Agradável

V- Integridade

VI - Energia

VII - Ama a Grécia

VIII - Clareza

IX - Alto poder sugestionador

X - Percepção e capacidade argumentativa.

Meu amigo Wasley

Em duas oportunidades Wasley Cunha, estudante de direito da FAAO, esteve comigo hoje: uma no meu escritório, e outra na minha palestra As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente. 

Wasley não anda e tem dificuldade de falar, mas tem um sonho: falar bem, com desenvoltura. 

Tantas pessoas podem andar e falar e não aproveitam devidamente estas riquezas, e muitas não tem a metade da força de vontade de Wasley. 

Você vencerá amigo, você será um vencedor!

A música e a arte de viver

Na Grécia Antiga a música era muito apreciada por todos os cidadãos sendo muita comparada à maneira como eles viam a vida. 

Havia o ideal de harmonia e ritmo em todas as coisas.

 Uma pessoa educada era aquela que "andava no compasso".

E uma pessoa grosseira era um "desafinado".

Ama a Grécia! Um dos mandamentos do orador

Quanto mais eu leio sobre Grécia Antiga mais sinto que me qualifico como advogado e orador. 

Por esses dias ministrei uma palestra intitulada As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente, e dentre elas uma dizia: Ama a Grécia. 

Praticando esta regra sua oratória estará em constante processo de embelezamento e de empoderamento.

Mente de bambu

A mente de um habilidoso orador é como um bambu, é flexível a todos os pontos de vista. 

Isso torna o orador agradável e convincente.

Não é um cego dirigindo palavras!

A autoridade de Jesus

"Com que autoridade você fala estas coisas", questionou um dos fariseus a Jesus. 

Quais cursos superiores você tem, quantos mestrados, quantos doutorados, quantas especializações, quantos títulos, quantos livros publicados você tem, pra ter licença para falar assim? 

"Com que autoridade você fala estas coisas' perguntou um dos fariseus a Jesus.

Ler bons livros

Sãos seis os compromissos de um seguidor do taoismo, dentre eles destaco: ler bons livros. 

O próprio autor da obra Tao Te Ching ( O Livro que Revela Deus), o sábio chinês Lao Tsé.

Lao Tsé era o homem que cuidada da biblioteca real na China do século VI a.C.

Grandes Julgamentos da Grécia Antiga

Livro raro que comprei na Estante Virtual e que hoje chegou em minhas mãos.

Um livro que envolve ao mesmo tempo tantos assuntos que fazem parte de meu dia a dia.

Oratória, Júri, Advocacia, Grécia.

Os gregos amavam tudo isso.


Premeditemos em todas as coisas

Premeditação é uma palavra tão bonita mas infelizmente é associada ao mal, ao planejamento de um crime - "aquele crime foi premeditado". 

No meu vocabulário e na minha oratória a palavra premeditação tem sido resgatada e usada conforme as palavras de Pariandro, um dos Sete Sábios da Grécia: "Premeditemos em todas as coisas". 

Vamos examinar, pensar, refletir, raciocinar, ponderar, planejar com clareza e lucidez nossos caminhos, ou seja, premeditemos em todas as coisas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Fale bem e fique mais bonito

Quer ficar mais bonito ou mais bonita?

 Sim, vista-se bem, use os produtos que desejar, faça as plásticas que acha que deve fazer, mas não esqueça de investir na arte de falar bem; ao investir na arte de falar bem você estará investindo em integridade, em empatia, em habilidades que o farão uma pessoa mais agradável e bonita aos olhos do mundo. 

Se você for bonito ficará mais bonito, e se você for feio poderá até ficar bonito.

Amada da Grécia, amada Índia

Sou um admirador da civilização grega e da civilização indiana; para mim elas vivem dentro de cada ser humano - daí a razão pela qual as duas civilizações permanecem vivas, pulsantes, perenes.

Uma é ocidental - um lado da terra; e a outra é oriental - outro lado da terra; uma tem como fonte o hemisfério esquerdo do cérebro, a outra, tem como fonte o hemisfério direito do cérebro; uma é racional, a outra é intuitiva, mas ambas, assim como os dois lados do cérebro e os dois lados da terra, possuem pontes que as unem.

E pra viver esta união, esta integridade em si, para cruzar esta ponte e poder ir e vir sem divisão, conflito ou esquizofrenia, é preciso um longo trabalho de perquirição, de sacrifício e compreensão. O homem é dualista, e para transcender a dualidade é preciso ter a coragem, a inteligência e disposição de um Colombo cruzando procelas em busca de uma nova terra.

"Acredito na razão, na filosofia"

Em meio as trevas do fanatismo cristão emergente uma mulher luta desesperadamente para salvar livros. 

"Você não acredita em nada!" bradava o acusador. "Eu acredito na filosofia, na razão", respondia Hypatia. 

Seu corpo foi dilacerado a pedradas e os livros da Biblioteca de Alexandria arderam em chamas. Grandes crimes cometidos em nome da Bíblia. 

Depois de alguns séculos a Biblioteca foi novamente queimada desta vez em nome do Alcorão. Grandes crimes cometidos em nome de Deus.

Bons oradores amam livros

Bons oradores gostam de livros, de livrarias e de bibliotecas.

É foi devido a este amor aos livros que Demétrio de Faleros, orador grego do século III a.C. fundou no Egito a famosa Biblioteca de Alexandria cujo lema era "adquirir uma cópia de todos os manuscritos existentes na face da terra".

"Aqui, cura-se a alma"

No frontispício da Biblioteca de Alexandria havia a seguinte inscrição: "Aqui, cura-se a alma". 

E qual a doença da alma que os livros curam?

A ignorância - aquela que esfola, empala; aquela que esquarteja, que crucifica, que queima, que dissemina o veneno do ódio e os gritos de dor na face da terra.

O homem socrático

Ao ser julgado pelo Tribunal do Júri de Atenas, Sócrates inaugurou um novo estilo de defesa.Segundo Franco Massara, no livro Os Grandes Julgamentos: Os Processos Clássicos, "Sócrates defendeu-se sem implorações, lamentos, pedidos de misericórdia, golpes de cena, astúcias ou falácias".

Sócrates dizia que o bom orador deveria se preocupar com a verdade, expressando-a firme, calma e nobremente. Mas Sócrates foi condenado. Serviu esta forma de discurso para absolvê-lo? Não.Sócrates estava falando não para agradar aos atenienses - e se quisesse teria feito e sido absolvido - mas Sócrates queria servir à humanidade com sábias lições de ética, de virtude, de verdade e de justiça.

Até hoje sua defesa inspira o pensamento do homem em busca de uma consciência superior. Podemos, então, dizer que defesa socrática é aquela que se constrói para além das artimanhas, dos logros, dos engodos, dos subterfúgios, das manipulações etc; defesa socrática é aquela que tem como missão servir aos valores mais elevados do espírito humano.

O sagrado portal do agora

Quando sinto que me distanciei do presente, sofrendo devido ao excesso de passado ou de futuro, busco o refúgio do Agora, da Presença, do Ser - de toda a serenidade, inteligência e poder que habita sempre aqui, agora.

Omar Rashidum vive em cada um de nós

Quando os fanáticos do islão conquistaram o Egito, no século VII d. C, foi perguntado ao Califa Omar Rashidun o que deveria ser feito com tantos livros guardados na Biblioteca de Alexandria. Ao que ele respondeu: 

"Se esses livros não confirmarem o que diz o Alcorão deverão ser queimados; e se confirmarem, deverão ser queimados também, pois não há a necessidade de tantos livros, basta um." 

Não pense que Omar Rashidun morreu. Enquanto houver intolerância dentro de nós é lá que mora Omar Rashidum.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Alexandre e Buda no interior de cada um

É natural que um jovem queira ser um Alexandre, O Grande, um conquistador de seus espaços, com ambições, com fortes egos, numa busca de sucesso exterior.

É bom que o jovem, se for sadio, viva esse momento com intensidade para quando chegar numa idade mais madura já não seja mais um Alexandre - talvez até de cabelo branco e se vestindo como um jovenzinho - mas seja um Buda em busca de conquistar a si mesmo.

Persistência é uma coisa, insistência é outra

Há grande diferença entre insistência e persistência.

Insistência é chatice, persistência é determinação.

Insistência afasta, persistência agrega.

Insistência deixa a pessoa no meio do caminho, persistência a faz chegar a seus objetivos. 

Aspásia: a bela e talentosa oradora da Grécia

Alegrem-se mulheres, não só os homens se destacam na oratória. 

Algumas mulheres brilharam intensamente nesta ciência ao longo do tempo. Dentre elas, Aspásia de Mileto, que viveu no século V a.C. em Atenas. 

Aspásia ensinou dois grandes homens a arte de falar bem: Péricles e Sócrates. 

Era mulher de grande habilidade verbal; abriu sua escola pra ensinar oratória aos jovens. 

Além de sofista inteligente, era uma mulher muito bonita, educada e respeitada pela sua perspicácia política.

O poder da sugestão na oratória

O poder da sugestão na oratória pode ser ilustrado com o que diz Piero Calamandrei no livro Eles, Os Juízes, Vistos por Um Advogado: "O advogado deve saber sugerir de uma forma muito discreta ao juiz os argumentos que lhe dêem razão, de tal modo que este fique convencido de os ter encontrado por conta própria".

 No livro Segredos dos Milionários, diz Napoleon Hill algo bem parecido, no campo das vendas: "A sugestão é o princípio por meio do qual colocamos nossas ideias e pensamentos nas cabeças dos outros de tal maneira que eles pensem que foram eles mesmos que os criaram".

 A arte de saber sugestionar é um instrumento refinado de persuasão usado no marketing, nas vendas e na oratória. Certa fez, num júri, disse, preparando a mente dos jurados para me ouvir e acatar a minha tese: "Pra ser justo é preciso ser inteligente, saber ouvir com imparcialidade ambos os lados...". 

Quem quer ser burro, quem quer ser injusto? Todo mundo quer ser inteligente. Liguei a aprovação da minha tese, de forma sugestiva, discreta e sutil, durante todo o julgamento, a um ato de inteligência.

A riqueza de um cérebro sadio

Às vezes as pessoas só enxergam como riqueza, a riqueza material - que aliás é muito boa e importante.

 Mas sempre agradeço a Deus pela imensa riqueza de ter um cérebro sadio, em bom funcionamento: saber onde estou, o que é dia, o que é noite, ver o mundo como ele é, ou pelo menos, não vê-lo deformado, sem o funcionamento de minhas faculdades mentais.

 Uma riqueza - pensar, examinar, imaginar, intuir, refletir, meditar, projetar - que às vezes não vemos, e por não vermos fazemos pouco caso e mal uso dela. 

A diferença entre um orador e um mero leitor de slides

Tenho falado deste assunto há algum tempo - da diferença entre um orador e um mero leitor de slides. 

Quando as pessoas experimentarem está diferença, vendo um e outro, quererão ouvir oradores de verdade, e até questionarão os meros leitores de slides. 

Cada dia entra mais em desprestigio o ato de ler apenas os slides; eles são importantes quando servem de apoio, quando são usados moderadamente e em determinadas necessidades. 

O orador, a conexão com o público, a espontaneidade, a naturalidade, aquilo que o orador sabe de verdade, suas experiências, sua solidez comunicativa, seu talento de comunicador não podem ser ofuscados pelas telas do powerpoint.

Como articular uma boa defesa no júri popular

Recebendo esses jovens estudantes de direito a procura de saber mais como se articula uma defesa no tribunal do júri popular. 

Fazer uma boa defesa diante do júri tem muito de intuição, de vocação, de provas favoráveis e de uma boa oratória. 

E mais, é preciso se preparar, ter conteúdo sólido, ser autêntico e natural, acreditar na sua causa, ser vibrante e ser um hábil diplomata no trato com todos e com tudo o que acontece - foram alguns dos conselhos que dei a eles para se fazer uma defesa com excelência diante dos jurados. O grande tribuno é aristotélico, ele tem a faculdade ver mentalmente o que em cada caso é capaz de gerar persuasão

terça-feira, 20 de outubro de 2015

E ele será chamado de Alexandre

Hoje fiquei sabendo que serei pai de Alexandre, "o defensor da humanidade".

Alexandre, O Grande, foi nos tempos antigos o responsável por difundir pelo mundo a grandiosa sabedoria grega por meio de suas conquistas militares, num movimento que ficou conhecido como helenismo, a base fundante do pensamento racional do Ocidente.

Dizia sempre: "Sou um grego, e um grego não pode ser dominado por um bárbaro".

Não é esse o caminho da prosperidade

Se a pessoa quiser encontrar, todo dia ela encontra algo para reclamar, para polemizar, discutir, brigar, intrigar, discordar, se irritar.

Todo dia, se ela quiser, ela encontra algo que o deixa insatisfeito, inconformado. 

Mas isso é viver? 

Mas esse é o caminho da felicidade, da prosperidade e da maturidade espiritual?

Originalidade e criatividade na oratória

Um livro que tem a marca do pioneirismo, da criatividade. 

Dale Carnegie começou a ensinar oratória no ano de 1912 nos EUA. 

Existem muitos livros que copiam o que ele elaborou sem dá crédito ao criador. Isso é uma espécie de roubo e de desonestidade intelectual, pra mim tão grave e condenável quanto roubar coisas materiais.

Peia também educa

Peia nos filhos resolve? Às vezes, sim, e muito.

Quem quiser uma resposta incondicionalmente negativa de minha parte pergunte a outro, porque em mim resolveu. 

Durante uma semana, aos 6 anos de idade, todo santo dia, minha mãe teve que me dá uma pisa para eu ir à escola; eu escondia minha sandália, eu molhava minha blusa, eu inventava dor de dente e de barriga, eu me escondia debaixo de casa e ela mandava me capturar, fiz o que pude pra escapar da escola e ela não deixou.

Se fosse só na conversa eu teria escapado porque tinha simplesmente pavor de tudo aquilo, escola, colegas, livros, caderno, lápis, farda, professor. Só sei que na semana seguinte eu estava amansado!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A nova renascença grega

A Grécia Antiga é sempre uma fonte a inspirar poetas, oradores, pensadores, líderes e sábios. 

Tempos virão de uma nova renascença grega.

Como advogado, como orador e como escritor tenho a Grécia gravada em meu coração!

Descobrindo a pedra filosofal

Gosto muito desta imagem ao lado.

 Para mim ela significa o homem deixando os brinquedinhos do mundo de lado e se voltando para si mesmo, num trabalho solitário de exame, de reflexão, de meditação, de indagação, de introspecção.

Ou como diziam os alquimistas, de mergulho dentro do centro da terra, purificando-se a si mesmo, e descobrindo nas profundezas de seu eu a pedra filosofal, o elixir da longa vida, a fonte da eterna juventude - o retorno à casa do Pai.

Convencer é vencer sem espada

"Convencer é vencer sem espada", dizia o sofista Protágoras. 

Espada aqui significa mentira, violência, abuso, logro. Não bata no peito dizendo-se um grande orador se você, incluo-me, convenceu com a espada o adversário, a esposa, o amigo, o correligionário, o ouvinte. 

Você, incluo-me, não é um grande orador, porque não conhece ainda o sabor e a nobreza das coisas, o valor da razão, a beleza da verdade.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O estilo espartano de falar

'Lacônico' é um termo grego que se referia ao modo espartano de falar marcado pela brevidade, por dizer muito em poucas palavras. 

Esparta, outrora chamada Lacônia, era uma cidade-estado da Grécia de índole guerreira. Certo dia, Alexandre o Grande mandou um recado aos espartanos dizendo que "se eles não se entregassem a cidade seria destruída e ele ia saquear tudo o que nela tinha de valor". Os espartanos responderam lacônicamente: "Se". 

Outro episódio ilustra muito bem a concisão dos espartanos. O rei Lissandro, ao conquistar Atenas, mandou aos seus conterrâneos espartanos uma carta onde nela estava escrita: "Atenas foi conquistada". 

Os espartanos o criticaram pela longa frase, pois bastava dizer: "conquistada". Pra mim, que belos exemplos de concisão retórica.